Segurança em recebimentos

MED Pix e MED 2.0: como funciona a devolução do Pix em casos de golpe?

Criado em 17 de jun. de 2025

(Atualizado em 8 de jun. de 2026)

O Mecanismo Especial de Devolução (MED) é o processo oficial do Banco Central (BC) que permite a devolução de valores enviados por Pix em caso de fraude ou erro operacional.

Devido ao aumento de golpes em pagamentos instantâneos, ele foi desenvolvido para proteger o usuário, permitindo que instituições financeiras interrompam e revertam transações suspeitas.

✨ Atualização importante: o Banco Central anunciou novas regras para fortalecer o MED. Desde fevereiro de 2026, o chamado MED 2.0 passa a ser obrigatório aos participantes do Pix enquadrados nas modalidades definidas pelo BC, especialmente provedores de conta transacional e liquidantes especiais, ampliando o rastreamento e o bloqueio do dinheiro mesmo quando golpistas transferem valores para outras contas.

Neste conteúdo, você entenderá como funciona o MED devolução de Pix, quem pode solicitar, quais são os prazos, como o processo é conduzido e de que forma o Efí Bank atua para garantir mais segurança e transparência nas suas operações. Vamos lá?

Como funciona o processo de devolução pelo MED?

O estorno de Pix por meio do MED acontece quando existem suspeitas de fraude. O cliente deve acionar sua instituição para iniciar o processo.

Na prática, o fluxo funciona assim:

  • Solicitação de recuperação de valores: você pode contestar a transação em até 80 dias após o Pix, quando houver suspeita de fraude, golpe, crime ou falha operacional. 

  • Análise em até 7 dias: as instituições envolvidas analisam as evidências para confirmar se a transação se enquadra nas hipóteses previstas pelo MED. 

  • Bloqueio dos valores disponíveis: se houver suspeita fundada de fraude, os valores ainda disponíveis nas contas envolvidas podem ser bloqueados para evitar nova movimentação. 

  • Devolução pelo fluxo tradicional: se a fraude for confirmada, os valores bloqueados podem ser devolvidos total ou parcialmente. O prazo é de até 6 horas por devolução — e, como o processo acontece transação por transação, o tempo total pode variar dependendo da quantidade de movimentações envolvidas.

  • Recuperação pelo MED 2.0: com o rastreamento em cadeia, o sistema pode localizar recursos enviados para contas intermediárias e viabilizar a devolução em até 11 dias após a contestação, desde que a fraude seja confirmada e ainda haja saldo disponível. 

  • Devolução parcial: caso não exista saldo suficiente para recuperar todo o valor, a devolução pode ocorrer parcialmente, conforme os recursos disponíveis nas contas envolvidas e os prazos definidos pelo Banco Central.

MED 2.0 Pix: o que mudou e quando entrou em vigor?

O Banco Central publicou novas regras para fortalecer o MED e tornar o processo mais eficiente no combate a fraudes.

O chamado MED 2.0 Pix, obrigatório desde fevereiro de 2026, traz melhorias como:

  • bloqueio mais rápido e inteligente;
  • rastreamento do dinheiro em cadeia (mesmo após transferências sucessivas);
  • integração ampliada entre bancos;
  • mais dificuldade para uso de contas intermediárias em golpes.

Na prática, o MED 2.0 cria uma funcionalidade de recuperação de valores no DICT, permitindo rastrear, bloquear e devolver recursos ligados a transações suspeitas mesmo quando o dinheiro foi movimentado para outras contas. De acordo com o Banco Central, esse fluxo pode permitir a devolução dos recursos em até 11 dias após a contestação.

Essas mudanças são uma resposta direta ao comportamento mais comum em fraudes: a pulverização dos valores em várias contas antes que o bloqueio seja efetivo.

+ VEJA TAMBÉM: BC Protege+ e outras ferramentas do governo para se proteger de fraudes financeiras

Bloqueio cautelar é diferente do MED? Entenda esta alternativa de proteção

Sim, bloqueio cautelar e MED são recursos diferentes!

O bloqueio cautelar Pix é outro mecanismo de segurança que protege usuários em situações suspeitas. Diferentemente do MED, ele não depende de uma solicitação do pagador, sendo acionado automaticamente pela instituição do recebedor no momento da transação.

Funciona assim:

Ao identificar uma possível fraude, a instituição do recebedor pode bloquear imediatamente os recursos, simultaneamente ao crédito em conta. Esse bloqueio pode durar por até 72 horas, período em que a instituição avalia se há indícios de fraude.

Se a fraude for confirmada, o dinheiro é devolvido ao pagador. Caso contrário, o valor é liberado para o recebedor que pode, nesse intervalo, devolver o Pix manualmente.

Em resumo: o MED exige um processo formal com prazos definidos e análise entre duas instituições, e o bloqueio cautelar é uma ação preventiva e rápida.

Quando é possível solicitar a devolução via MED?

A devolução Pix por meio de MED só é possível em situações específicas e precisa seguir regras definidas pelo Banco Central. Você pode solicitar esse recurso quando:

  • fraudes Pix são comprovadas, como golpes por engenharia social ou uso indevido da conta;
  • ocorrem falhas operacionais no sistema da instituição financeira, resultando em envios indevidos.

Mas atenção: enganos podem ser desconsiderados. A devolução via MED não depende apenas da vontade do pagador e sim de critérios técnicos, evidências e análise detalhada pelo banco.

É por isso que agir rápido e relatar a situação com clareza é essencial.

Quando o MED não pode ser utilizado?

Apesar de ser uma ferramenta poderosa, esse mecanismo não cobre todas as situações. Ele não deve ser acionado quando:

  • erro de digitação de chave Pix – se você transferiu para a pessoa errada por engano e não houve fraude, o caso não se encaixa nos critérios do MED;
  • arrependimento de compra – o uso do MED não é válido se a pessoa apenas mudou de ideia após fazer um pagamento;
  • desacordo comercial – problemas como produto não entregue, defeito ou serviço mal executado também não são tratados pelo MED. Nesse caso, a disputa deve ocorrer por canais de atendimento e, se for preciso, órgãos de defesa do consumidor.

Nessas situações, a orientação é sempre tentar primeiro um contato direto com o recebedor. A devolução espontânea e o diálogo costumam ser caminhos mais rápidos e efetivos para resolver.

Qual é o prazo para devolução do Pix via MED?

Conforme as regras do Bacen, quando o MED é acionado por suspeita de fraude com fundamento, a instituição do recebedor deve bloquear imediatamente os recursos disponíveis após receber a notificação de infração, respeitando os procedimentos previstos no Manual Operacional do DICT. Depois disso, o caso passa por análise pelas instituições envolvidas.

No MED 2.0, a funcionalidade de recuperação de valores permite rastrear o caminho do dinheiro em outras contas e, segundo o Banco Central, pode viabilizar a devolução em até 11 dias após a contestação.

Como solicitar a devolução de Pix pelo MED?

Se você foi vítima de um golpe no Pix, o MED é a sua principal ferramenta para tentar recuperar o valor.

Até pouco tempo, a abertura de uma contestação via MED era feita apenas pela instituição financeira.

Com a Instrução Normativa BCB nº 689, de 11/12/2025, passou a ser obrigatória a oferta de um canal direto no aplicativo da instituição participante do Pix para que o usuário possa abrir, acompanhar, detalhar e até cancelar a contestação de forma autônoma.

A exigência entrou em vigor a partir de fevereiro de 2026.

O que você precisa fazer?

  1. Registrar um boletim de ocorrência (B.O) vá até uma delegacia ou acesse o site da Polícia Civil do seu estado e registre o B.O. Ele pode ajudar como evidência no processo.
  2. Abrir uma contestação no app do seu banco ou instituição financeira – faça isso o quanto antes! O prazo para solicitar a devolução é de até 80 dias após a transação. Use os canais oficiais, como aplicativo ou atendimento presencial, e procure por “Contestar Pix” ou similares.
  3. Preencher as informações solicitadas – faça a seleção da transação, classificação do golpe/fraude/crime e descrição do ocorrido. Anexe o B.O, se for exigido.
  4. Aguardar o bloqueio e a análise – caso a situação se encaixe nos critérios do MED, a instituição poderá solicitar o bloqueio do valor na conta do recebedor, caso exista saldo disponível.

A partir do envio da solicitação, você pode acompanhar o andamento pelo app do seu banco ou nos canais de atendimento.

Passo a passo para contestar Pix no app do Efí Bank

Para abrir e acompanhar uma contestação diretamente no app do Efí Bank é muito simples:

  1. no Menu, acesse Pix → Contestações Pix→ “Contestar Pix enviado”;
  2. informe o motivo (fraude, golpe ou outro previsto no MED) e envie o pedido;
  3. o Efí Bank notifica a instituição recebedora e a análise é iniciada;
  4. acompanhe o andamento e os prazos no menu “Contestações Pix”.

O pedido passa por análise conforme as regras do MED 2.0. A devolução só ocorre se o caso for aprovado.

Diferença entre o MED e uma devolução comum do Pix

A devolução comum do Pix acontece quando quem recebeu o valor decide devolver, por conta própria, após um erro ou acordo entre as partes. É simples, direto e funciona quando há um diálogo, mas depende totalmente da vontade de quem recebeu o Pix.

Já o MED 2.0 entra em cena quando o assunto é golpe, fraude ou falha técnica. Nesse caso, o processo segue as regras do Banco Central e não depende da decisão do recebedor. O processo é analisado tecnicamente, com prazos definidos e ações de bloqueio.

O MED realmente é eficaz?

Segundo dados do Banco Central, em 2025 foram recuperados, em média, 9,3% dos valores contestados. Isso acontece porque golpistas transferem os valores rapidamente para outras contas ou esvaziam as contas antes do bloqueio. Em muitos casos, as contas utilizadas para fraudes já estão encerradas, o que dificulta recuperar o dinheiro.

É justamente por isso que o MED 2.0 foi anunciado: ele amplia o rastreamento em múltiplas contas e aumenta a chance de devolução mesmo após movimentações sucessivas.

Mas vale lembrar: o MED 2.0 é uma ferramenta importante para tentar recuperar valores em casos de golpe, fraude ou falha operacional no Pix, mas sua eficácia não é garantida. A recuperação depende de fatores como a rapidez da contestação, a confirmação da fraude pelas instituições envolvidas e a existência de saldo nas contas usadas na movimentação.

Como se proteger de golpes e fraudes no Pix?

Para evitar cair em golpe ou ser vítima de fraude no Pix, a principal defesa é a informação.

  • Desconfie de pedidos urgentes ou fora do comum: sempre que receber uma solicitação de dinheiro, confirme a identidade de quem solicitou por outro canal, como ligação ou WhatsApp;
  • Cuidado com links e mensagens suspeitas: evite clicar em links enviados por SMS, e-mail ou WhatsApp que prometem descontos, prêmios ou urgências. Muitos golpes de pagamento começam com uma mensagem falsa e convincente;
  • Ative a autenticação de dois fatores: ela adiciona uma camada extra de segurança nos seus aplicativos bancários e redes sociais, dificultando o acesso mesmo que alguém descubra a sua senha.

Saber como se proteger de golpes na internet é essencial para quem usa Pix. Mantenha seus dispositivos atualizados, use senhas fortes e nunca compartilhe dados pessoais ou bancários com desconhecidos.

🔒 A sua segurança financeira é nossa prioridade!

O Efí Bank possui um sistema antifraude que usa recursos como biometria facial, assinatura eletrônica, análise de comportamento e bloqueio de cartão com um clique no app, para garantir apenas movimentações financeira legítimas.

Sem contar o acompanhamento em tempo real das operações, bloqueio automático de atividades suspeitas e autenticador de segurança, uma camada adicional que verifica transações e identidades antes das transações serem concluídas.

Quer saber como a gente protege a sua conta? Acesse nossa página com informações de segurança.

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