
Segundo a Febraban, o principal vetor de ataque de golpes hoje é o humano, não mais o sistema bancário. Isso significa que os criminosos tentam manipular a vítima por meio de ligações, mensagens ou e-mails, criando situações de urgência para roubar dados ou dinheiro.
Um exemplo comum é o golpe do falso funcionário do banco.
É importante lembrar: bancos e instituições financeiras nunca pedem senhas, códigos de segurança, tokens ou transferências por telefone.
Imagine a situação:
Você recebeu ligação de números desconhecidos e, do outro lado da linha, uma pessoa se apresenta como funcionária de um banco, fintech ou operadora de cartão.
Ela diz que identificou uma movimentação suspeita na sua conta. Pode ser uma compra não reconhecida, um problema no cartão ou uma pendência relacionada a um produto que você comprou ou está prestes a receber.
Em seguida, pede que você:
Parece uma tentativa de ajuda, mas pode ser golpe. Cibercriminosos usam essas informações para invadir contas, realizar transferências, fazer compras ou aplicar novos golpes usando os dados obtidos.
E aí: você saberia o que fazer?
A pressão para agir rápido, a confiança no banco e o nervosismo da vítima são algumas das principais estratégias dos golpistas. Por isso, desconfie de qualquer contato inesperado que peça informações sensíveis.
Lembre-se! Senhas, códigos e tokens são pessoais, intransferíveis e de uso exclusivo do cliente nos canais oficiais da instituição.
O golpe do falso funcionário costuma ser eficaz porque:
Tudo isso faz com que a vítima acredite que está falando com alguém de confiança.
Empresas também podem ser alvo de falsos funcionários. Nesses casos, criminosos se passam por áreas como TI, Segurança da Informação, Financeiro ou RH para enganar colaboradores e obter acesso a dados sensíveis ou sistemas corporativos.
Eles podem alegar:
Depois, pedem login, senha, códigos de autenticação (MFA), instalação de programas, execução de comandos ou aprovação de acessos.
Nenhuma área legítima deve solicitar senhas ou códigos de autenticação. Em caso de dúvida, procure os canais internos de segurança da empresa.
Para evitar cair nesse tipo de golpe:
Lembre-se: em caso de dúvida, sempre entre em contato com os canais oficiais da instituição antes de clicar em links ou realizar qualquer pagamento.
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Se alguém entrar em contato dizendo ser funcionário de um banco ou instituição financeira:
Em caso de dúvida, sempre confirme a informação antes de clicar em links, informar dados ou realizar qualquer pagamento.
O golpe do falso funcionário do banco usa confiança, medo e urgência para enganar a vítima. Por isso, a melhor proteção é desconfiar de abordagens inesperadas e nunca compartilhar dados sensíveis fora dos canais oficiais.
No Efí Bank, a segurança das contas conta com mecanismos de proteção para ajudar a identificar acessos e atividades suspeitas. Mesmo assim, a atenção do cliente é essencial para evitar golpes. Mantenha-se seguro!
Escrito por
Daiane DevegiliFormada em Ciências Contábeis, atua na área de prevenção a fraudes desde 2021 e, no Efí Bank, é Analista de BackOffice Antifraude. Nos momentos livres, gosta de praticar esportes, explorar novos lugares e apreciar uma boa leitura.
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